Tem coisas que passam batido na nossa vida, e só aparecem em dias específicos para depois serem esquecidos. Nisso entra feriados importantes como Tiradentes que sabemos a história muito superficialmente, o dia do Índio, onde nos divertimos fazendo trocadilhos e fantasiando as crianças que dificilmente um dia terão contato com uma tribo. E o dia do meio ambiente.

Na escola desenhamos árvores, depois aprendemos sobre a importância do verde para o ar que respiramos, depois saímos do colégio e praticamos na vida a desassociação do meio ambiente com as nossas rotinas. Aprendemos que as árvores são essenciais, os animais devem ser preservados, devemos cuidar da camada de ozônio e monitorar o degelo das calotas. Falamos hoje de um mundo mais efetivo. Mas onde essa efetividade entra?

A arborização é a primeira coisa que desperta a interação da sociedade com a natureza. Atitudes como a do ícone da fotografia Sebastião Salgado mostram que para mudar, basta só começar!  Com uma propriedade no interior de Minas Gerais totalmente devastada pela exploração agropecuária, ele e a esposa começaram um projeto de reflorestamento de Mata Atlântica. Hoje são mais de 600 hectares de floresta densa. Com ela veio diversos tipos de animais, pássaros e novas nascentes de água.

Cameron Sinclair, arquiteto britânico, que ajudou a repensar o desenvolvimento das comunidades para serem mais fortes e resistentes, acredita que a mudança só acontece quando não há excluídos e o pensamento é pelo todo. Ele acredita que as pequenas atitudes são válidas, mas a mudança só acontece quando pensada globalmente.

Para Sinclair, as barreiras econômicas e sociais são os maiores impeditivos para que a sustentabilidade esteja acessível para todos.

Aqui no Brasil, diversas prefeituras têm projetos para modificar a realidade das cidades. Mas as atitudes dos países em desenvolvimento ainda são consideradas pontuais e de pouco impacto. Com as olimpíadas, por exemplo, o Rio de Janeiro espera plantar 24 milhões de mudas até o início dos jogos. Além de recuperar as áreas degradadas, combate a erosão do solo, e melhora o desenvolvimento das bacias hidrográficas, que por sua vez é comprometida pela falta de saneamento básico. Uma atitude pontual que mudará uma realidade que, por sua vez, pode ser novamente modificada por não pensar na cidade como uma sistema vivo e interligado.

O Dia Mundial do Meio Ambiente é nesse domingo e o país referência desse ano é a Angola, pelo projeto de salvação dos elefantes. São várias frentes e ideias por todo mundo para reverter a destruição do meio ambiente. O desafio, cada vez mais, é repensar o conceito de sustentabilidade. Para Sinclair é expandir o pensamento de que pequenas atitudes, de pouco em pouco, poderiam transformar o mundo, para a certeza de que somente as grandes ideias podem mudar a maneira como encaramos o mundo. E você, o que pensa sobre isso?

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